Boavista evita encerramento, mas tribunal impõe condição até novembro
O Juízo de Comércio de Vila Nova de Gaia decidiu esta terça-feira suspender por 30 dias o encerramento da atividade do Boavista, que estava marcado para o final de outubro. A decisão, pedida pelo próprio clube e por um conjunto de credores, obriga a SAD a depositar na conta da massa insolvente o valor integral das despesas correntes de novembro, sob pena de a autorização caducar de imediato.

Fecho que estava marcado para esta semana foi travado
O processo chegou a este ponto depois de, no início de outubro, os credores terem rejeitado o plano de recuperação apresentado pela direção do clube, no âmbito da insolvência que arrasta a SAD axadrezada há mais de um ano. Nessa sequência, ficou agendado o encerramento da atividade para 31 de outubro.
Perante esse cenário, o Boavista e um grupo de credores com mais de metade dos créditos reconhecidos recorreram ao tribunal a pedir mais tempo, invocando razões de interesse público e a necessidade de preservar negociações de recuperação em curso.
Condição: despesas de novembro pagas até ao dia 8
O tribunal aceitou o pedido, mas associou a decisão a uma condição exigente: o clube tem até 8 de novembro para depositar na conta da massa insolvente o montante integral estimado para cobrir as despesas correntes do mês seguinte, devendo apresentar comprovativo do pagamento até 10 de novembro.
Caso o Boavista não cumpra este prazo, ou acumule novo passivo entretanto, a autorização para continuar em atividade termina de forma automática, sem necessidade de nova decisão judicial, o que reabriria de imediato o cenário de encerramento.
Dívida acima dos 150 milhões de euros
O processo de insolvência do Boavista arrasta uma dívida que ultrapassa os 150 milhões de euros, com a liquidação da SAD a ter sido aprovada pelos credores em setembro de 2025. Desde então, o clube tem conseguido sucessivas prorrogações que lhe permitem manter a atividade, sempre sob fiscalização do tribunal.
Entre os credores que pediram a suspensão do encerramento contam-se a Frozenpark, maior credora do processo, a Merecida Narrativa, a Ágora – Cultura e Desporto do Porto e a CMPEAE, empresa municipal de águas e energia do Porto.
Venda do estádio pode aliviar o passivo
Os requerentes sublinharam ainda que a adjudicação do Estádio do Bessa e de um lote adjacente à Frozenpark deverá obrigar a repensar a organização do clube e as suas fontes de receita, com potencial para reduzir de forma significativa o passivo acumulado e abrir outras perspetivas de recuperação.
Nota final
O Boavista ganha assim um novo prazo, mas o calendário continua apertado: a palavra final volta a caber ao desempenho financeiro do clube nas próximas semanas. A Betganha continua a acompanhar os desenvolvimentos do processo.

Betlabel
Odds ao vivo nesta casa
Aposta com responsabilidade. +18 anos.
Voltar às notícias