FC Porto lança obrigações de 40 milhões com juro ligado a títulos
A SAD do FC Porto vai lançar um novo empréstimo obrigacionista até 40 milhões de euros, com subscrições a decorrer entre 2 e 13 de novembro. A operação destina-se sobretudo a refinanciar as obrigações de 55 milhões emitidas em 2023, que vencem a 7 de dezembro, e traz uma particularidade: o juro pago aos investidores pode subir consoante os resultados desportivos da equipa principal.

Nova emissão para substituir a dívida de 2023
O conselho de administração da SAD portista aprovou a emissão de obrigações FC Porto SAD 2026-2030, no valor global até 40 milhões de euros, com cada título a custar 5 euros e um investimento mínimo de 2.500 euros, correspondente a 500 obrigações.
O principal objetivo da operação é obter fundos para reembolsar o empréstimo obrigacionista de 55 milhões de euros, lançado em junho de 2023 e que vence a 7 de dezembro deste ano. Quem já detém títulos dessa emissão anterior tem ainda a possibilidade de os trocar, numa base de um para um, por obrigações da nova série com vencimento em 2030, recebendo também o juro acumulado desde 7 de junho.
Juro-base de 5,25%, mas pode chegar aos 6%
A taxa de juro fixa anual de partida é de 5,25%, mas o FC Porto introduziu um mecanismo pouco comum neste tipo de produto financeiro: o retorno para os investidores pode aumentar consoante o desempenho desportivo da equipa principal nas três épocas seguintes.
Cada qualificação para a fase de liga da Champions, nas épocas 2026/27 a 2028/29, soma 0,15 pontos percentuais ao juro, e cada conquista do campeonato nacional nesse mesmo período acrescenta mais 0,1 pontos percentuais. A subida está limitada a um máximo acumulado de 0,75 pontos percentuais, o que faz da taxa de 6% o teto possível para quem subscrever os novos títulos.
Como e quando podem os investidores subscrever
O período de subscrição pública arranca às 8h30 de 2 de novembro e encerra às 15h00 de 13 de novembro, com uma eventual revisão em alta do montante a ser possível até 10 de novembro, caso a procura o justifique.
A operação segue o padrão de anteriores emissões do clube, pensadas para chegar tanto a pequenos investidores como a detentores institucionais, e surge numa altura em que vários clubes portugueses têm recorrido a este tipo de instrumento para gerir a respetiva estrutura de dívida.
Nota final
Resta agora saber que acolhimento terá esta nova emissão junto dos investidores, num mês em que o desempenho da equipa dentro de campo passa a ter, pela primeira vez, reflexo direto no bolso de quem apostar nas obrigações do clube. A Betganha continua a acompanhar os desenvolvimentos financeiros do FC Porto.
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